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Selva das Licitações • Edição #7 • Engenharia de Custos & BDI

O NOVO BDI E O ALERTA DO TCU: A Matemática da Sobrevivência nas Licitações

Por Daniel Rocha
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29 anos de bastidores em contratações públicas
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Atualizado em 09/10/2026

O NOVO BDI E O ALERTA DO TCU: A Matemática da Sobrevivência nas Licitações
Edição Oficial da Newsletter
Publicada originalmente na Newsletter “Selva das Licitações” no LinkedIn


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Se a sua construtora ainda calcula o BDI e as Composições de Custos Unitários (CCUs) baseada na lógica financeira de 2023, um aviso direto: sua empresa está prestes a ser expulsa do mercado nas próximas licitações.

O Tribunal de Contas da União (TCU) acabou de enviar um recado inequívoco.

A Reforma Tributária (CBS/IBS) não se resume a uma mera atualização de alíquotas. Estamos diante da extinção da tributação em cascata e do marco zero de uma nova era na engenharia de custos, agora fundamentada na não cumulatividade plena.

O recente entendimento das cortes de contas divide o campo de batalha em dois cenários distintos. Errar a leitura de qual cenário rege a sua licitação resultará em duas punições sumárias: a queima irrecuperável do seu caixa ou a desclassificação imediata por preço inexequível.

1. Obras e Serviços de Engenharia (Cadeia Complexa) Materiais pesados (aço, cimento, asfalto), maquinário e subempreiteiras passam a gerar créditos valiosos de IVA. Na prática, o TCU passa a exigir que esses créditos sejam obrigatoriamente repassados para reduzir o custo direto da sua planilha. O custo do insumo agora é estritamente líquido.

Se a sua equipe tentar embutir impostos irrecuperáveis no preço — um vício da era do PIS/COFINS cumulativo —, sua proposta será sumariamente a mais cara da mesa. É o fim definitivo e inegociável da “gordura” orçamentária.

2. Serviços Comuns e DEMO (Dedicação Exclusiva de Mão de Obra) Neste cenário, a realidade é implacável. A folha de pagamento não gera crédito no novo modelo do IVA. O impacto tributário incidirá diretamente sobre o faturamento. Para contratos intensivos em recursos humanos (apoio administrativo, vigilância, conservação), o cálculo dos encargos precisará operar com precisão cirúrgica.

Sem o antigo colchão de créditos de insumos para amortecer o imposto, a precisão matemática será a última barreira a proteger a sua margem de lucro.

Os órgãos de controle já calibraram suas lentes para auditar essa diferenciação. Onde antes as empresas escondiam o “imposto sobre imposto”, hoje a transparência analítica da não cumulatividade é uma exigência inafastável do Tribunal de Contas.

O diagnóstico final: A planilha de formação de preços que o seu departamento técnico utiliza hoje possui a inteligência necessária para segregar os impactos da mão de obra e abater os créditos na origem? Ou a sua diretoria vai descobrir o custo real da operação apenas quando o lucro desaparecer no meio da execução contratual?

A transição não é mais uma perspectiva; ela já começou. A engenharia financeira do futuro será vencida por quem dominar a precisão da primeira linha dos custos diretos.

O debate está aberto: A sua equipe técnica já mapeou o impacto da não cumulatividade plena nos seus contratos vigentes e futuros? Deixe a sua perspectiva nos comentários.

O fortalecimento e a profissionalização do nosso setor dependem da circulação de inteligência de alto nível. Se esta análise trouxe clareza para o seu planejamento, salve este material para consulta durante a revisão das suas planilhas e compartilhe com a sua diretoria e departamento de engenharia de custos.

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Chega de amadorismo. Terceirize a sua esteira com quem viveu 29 anos desse lado da mesa.

A Daniel Rocha Licitações opera o BPO completo: monitoramento de editais, saneamento de habilitação, cálculo de BDI e atuação técnica em pregões da Lei nº 14.133/2021.


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